Geraldo Veroneze, advogado inscrito na OAB/SP sob o nº 132.518, atendimento em holding familiar em Bebedouro, São Paulo
OAB/SP 132.518 · Bebedouro e Viradouro

Advogado de holding familiar em Bebedouro, com atuação desde 1994

A holding familiar é uma sociedade criada para reunir o patrimônio da família e organizar a sucessão em vida. Ela serve a alguns casos e não serve a outros, e é isso que a análise responde antes de constituir qualquer coisa. Atendimento presencial em Bebedouro e Viradouro e online para todo o Brasil.

32 anos de advocacia Duas unidades na região Atendimento online
32
anos de advocacia, desde 1994
132.518
inscrição na OAB/SP
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unidades: Bebedouro e Viradouro
10
cidades atendidas na região
Situações

Você está pensando em holding pelo motivo certo?

A holding chega ao escritório quase sempre pelo nome, não pelo problema. Antes de responder se ela serve, eu preciso entender qual é a situação que levou você até aqui. Estas três são as mais comuns.

Superfície de mesa de madeira clara em luz natural de manhã A família tem imóveis e uma empresa e ninguém sabe por onde começar O patrimônio foi construído ao longo de décadas e hoje está espalhado entre pessoas físicas, contratos antigos e uma sociedade que nunca foi revista. A holding é uma das formas de reunir isso, e não a única.
Pasta de documentos fechada sobre mesa de madeira em luz quente A preocupação é o conflito entre os herdeiros lá na frente Você já viu de perto uma família se desentender por causa de um inventário e não quer o mesmo para os seus filhos. A estrutura societária ajuda, mas o que resolve conflito é regra clara combinada em vida.
Canto de sala de reunião com mesa de madeira e duas cadeiras vazias Alguém disse que a holding reduz imposto, e você quer saber se é verdade Existe efeito tributário, ele depende da composição do patrimônio e nem sempre é favorável. Eu prefiro colocar a conta na mesa a repetir uma frase pronta que você já ouviu em outro lugar.
Como eu trabalho

Como eu conduzo um estudo de holding familiar

O percurso é o mesmo de qualquer planejamento patrimonial e sucessório que eu conduzo em Bebedouro, aplicado ao caso concreto da sua família.

Duas cadeiras em conversa junto a uma mesa com caderno aberto
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Levantar o patrimônio e as pessoas

Imóveis, participações societárias, aplicações, dívidas, regime de bens do casal, filhos de outros relacionamentos, doações já feitas. Sem esse mapa não dá para dizer se a holding cabe, porque é exatamente ele que define a resposta.

Mesa de trabalho com documentos dispostos lado a lado e caderno de anotações
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Comparar a holding com os outros caminhos

Doação com reserva de usufruto, testamento, ajuste do contrato social da empresa que já existe e a própria holding entram na mesma tabela, com o que cada uma faz e o que cada uma deixa de fora.

Três pastas de documentos separadas sobre a mesa
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Colocar custo e risco na mesa

Custo de constituição, tributação da integralização dos bens, contabilidade e obrigações fiscais da empresa nova, e os pontos em que a estrutura pode ser questionada. Você decide com a conta inteira à vista.

Documento com selo em relevo e pasta de cartório
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Constituir e acompanhar a implementação

Se a holding for o caminho, eu conduzo a constituição, a integralização dos bens, os registros e as alterações que ela exige, até a estrutura estar funcionando de fato, e não apenas registrada no papel.

Quem conduz o seu caso

Quem conduz o estudo da sua holding familiar

“A holding é uma ferramenta, não um objetivo. A pergunta certa não é se você deve ter uma, é o que você quer que aconteça com o seu patrimônio.”

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Leitura conjunta do jurídico, do societário e do financeiro

Sou Geraldo Fabiano Veroneze, advogado em Bebedouro e Viradouro desde 1994, inscrito na OAB/SP sob o nº 132.518. Nesses 32 anos passei pela advocacia privada, pela gestão pública e pela assessoria jurídica de municípios, e é essa combinação que me permite ler a família, a empresa e o patrimônio na mesma mesa. Uma holding mal desenhada resolve o lado societário e cria problema no lado familiar, ou o contrário.

Geraldo Veroneze, advogado em Bebedouro e Viradouro, no escritório
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Formação voltada ao patrimônio, e não improvisada

Sou pós-graduando em Planejamento Patrimonial e Sucessório, pós-graduado em Direito Administrativo, Administração Pública e Gestão de Cidades, bacharel pela Faculdade de Direito de São Carlos, com extensão em Direito Bancário pela Fundação Getulio Vargas e formação em Análise e Planejamento Financeiro pelo Sebrae. Eu atendo pessoalmente, do primeiro contato ao fim: quem senta com você na primeira conversa é quem conduz o caso.

Geraldo Veroneze, advogado em Bebedouro e Viradouro, no escritório
Plantação na região citrícola de Bebedouro, São Paulo
Onde eu atendo

Holding familiar em Bebedouro, Viradouro e nas cidades da região

O escritório tem duas unidades: a de Bebedouro, na Rua Ascânio de Carvalho, 503, na Vila Paula, e a de Viradouro, na Rua Gabriel Custódio, 531, no Centro. As duas atendem com hora marcada, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Bebedouro fica na região imediata de Barretos, dentro da região intermediária de Ribeirão Preto, no cinturão citrícola paulista. Boa parte das famílias que me procuram tem patrimônio misto: imóvel urbano, área rural e participação numa empresa da própria região. A comarca de Bebedouro tem três varas, juizado especial e centro de conciliação; Viradouro tem vara única. Conhecer o dia a dia dos dois foros e dos cartórios da região muda a logística de uma constituição de sociedade e o prazo de um registro de imóvel.

Além de Bebedouro e Viradouro, eu atendo Terra Roxa, Colina, Pitangueiras, Monte Azul Paulista, Severínia, Olímpia, Barretos e Ribeirão Preto. Quando você mora em outra cidade, ou quando os sócios e herdeiros estão espalhados, o atendimento é feito online do começo ao fim.

Bebedouro Viradouro Terra Roxa Colina Pitangueiras Monte Azul Paulista Severínia Olímpia Barretos Ribeirão Preto Atendimento online para todo o Brasil
Dúvidas frequentes

Dúvidas frequentes sobre holding familiar em Bebedouro

As perguntas que mais chegam ao escritório sobre este assunto, respondidas de forma direta. Se a sua não estiver aqui, me chame no WhatsApp e eu respondo.

Perguntar pelo WhatsApp

Holding familiar é uma sociedade constituída para reunir e administrar o patrimônio de uma família. Na prática, os bens deixam de estar em nome das pessoas físicas e passam para a empresa, e os integrantes da família passam a ser sócios dela. Isso permite combinar em vida regras de administração, de entrada e saída de sócios e de transmissão das quotas, que é o que costuma evitar impasse depois. Ela organiza; ela não faz o patrimônio deixar de existir nem o coloca fora do alcance de credores legítimos.

Quando existe patrimônio suficiente para que o custo de manter a sociedade se justifique, e quando há algo real a organizar: mais de um imóvel, uma empresa em funcionamento, herdeiros com situações diferentes ou sócios que não são só da família. Para um patrimônio pequeno e concentrado em um único bem, a doação com reserva de usufruto ou o testamento normalmente resolvem melhor e custam menos. É por isso que eu comparo os caminhos antes de recomendar qualquer um.

São dois custos distintos. Na constituição entram a elaboração dos atos societários, o registro na junta comercial, os custos de escritura e registro dos imóveis transferidos e a tributação que incide sobre a integralização desses bens no capital social. Na manutenção entram a contabilidade da empresa e as obrigações fiscais periódicas, que existem todos os meses, mesmo quando a holding não movimenta nada. Os honorários variam conforme a complexidade do patrimônio e da estrutura societária, e o Provimento 205/2021 da OAB veda ao advogado divulgar valor. A conta do seu caso eu apresento inteira antes de qualquer contratação.

A principal é o custo recorrente: contabilidade e obrigações fiscais que não existiam antes. A segunda é a rigidez, porque tirar um bem da holding depois costuma ser mais trabalhoso do que colocá-lo. A terceira é que a estrutura precisa ser bem desenhada e efetivamente usada: holding constituída e abandonada no papel não produz o efeito que a família esperava e ainda soma custo. Nenhuma dessas desvantagens é impeditiva; todas precisam entrar na conta antes da decisão.

Ela pode reduzir muito o que passa pelo inventário, porque os bens já estão na sociedade e o que se transmite são as quotas. Quando as quotas foram doadas em vida aos herdeiros, com ou sem reserva de usufruto, o inventário pode ficar restrito ao que sobrou fora da holding. O que não existe é a garantia de que nada mais precise ser inventariado: contas, veículos e bens adquiridos depois seguem o caminho comum. Falar em dispensa automática do inventário é o tipo de promessa que eu não faço.

Não, mas também não serve para todo mundo. O que define não é o tamanho do patrimônio em si, é a relação entre o custo anual de manter a sociedade e o que a organização traz de benefício real para aquela família. Famílias com dois ou três imóveis e uma empresa em funcionamento em Bebedouro entram nessa conta com frequência. Famílias com um único imóvel raramente entram.

A sucessão passa a ser regida pelo contrato social e pelo acordo de sócios, dentro do que a lei permite. Dá para definir quem administra, como um sócio sai, o que acontece com as quotas de quem falta e como o valor é apurado. É exatamente isso que reduz o espaço para discussão entre os herdeiros. A parte da herança que a lei reserva aos herdeiros necessários continua valendo, e o planejamento é feito dentro desse limite, nunca contra ele.

A regra do artigo 1.028 e por que o contrato social vem antes dela

O artigo 1.028 do Código Civil estabelece que, no caso de morte de sócio, liquidar-se-á sua quota, com três exceções: se o contrato dispuser diferentemente, se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade, ou se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substituição do sócio falecido. A primeira exceção é o coração da holding familiar. Sem cláusula própria, a morte de um sócio dispara a liquidação da quota, ou seja, a sociedade precisa apurar o valor e pagá-lo aos herdeiros, o que exige caixa que a maioria das empresas familiares não tem parado. Com cláusula própria, é o contrato que diz o que acontece. É essa possibilidade de escrever a regra antes do fato que faz a estrutura societária ser instrumento de planejamento, e não apenas de organização contábil.

Como o valor da quota é apurado quando a liquidação acontece

O artigo 1.031 do Código Civil define que, nos casos em que a sociedade se resolve em relação a um sócio, o valor da quota, considerada pelo montante efetivamente realizado, liquida-se, salvo disposição contratual em contrário, com base na situação patrimonial da sociedade à data da resolução, verificada em balanço especialmente levantado. A expressão salvo disposição contratual em contrário aparece de novo, e é ela que permite ao contrato social fixar critério de apuração, prazo e forma de pagamento. O artigo 1.027, no mesmo capítulo, prevê que os herdeiros do cônjuge de sócio não podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social, mas concorrer à divisão periódica dos lucros, até que se liquide a sociedade. São dispositivos técnicos que decidem, na prática, se uma empresa continua operando ou trava.

O que uma holding familiar pode combinar em cláusula

  • O destino das quotas na morte de um sócio: liquidação, substituição pelos herdeiros ou continuidade com regra própria de ingresso.
  • O critério de apuração de haveres e o prazo de pagamento, afastando o balanço especial do artigo 1.031 quando houver disposição diversa.
  • Quem administra a sociedade, com que poderes e por quanto tempo, separando a titularidade do patrimônio da gestão dele.
  • Regras de entrada e de saída de sócios, inclusive por venda, doação, divórcio ou falecimento.
  • Quórum para decisões relevantes, como alienar imóvel, dar bem em garantia ou alterar o objeto social.
  • Destinação de lucros e política de distribuição, que é onde nascem boa parte dos atritos familiares depois da primeira geração.

O que a holding não faz, dito com o nome que a lei usa

Existe uma promessa que circula muito nesse tema e que não se sustenta juridicamente. O artigo 50 do Código Civil determina que, em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, o juiz pode desconsiderá-la, a requerimento da parte ou do Ministério Público, para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios. Ou seja, sociedade constituída e depois usada como extensão da conta pessoal não protege ninguém: confusão patrimonial é exatamente o que abre a porta. E a Súmula 435 do Superior Tribunal de Justiça acrescenta que se presume dissolvida irregularmente a empresa que deixa de funcionar no seu domicílio fiscal sem comunicação aos órgãos competentes, o que legitima o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. Holding é organização; nenhuma estrutura societária coloca patrimônio fora do alcance de credor legítimo.

O artigo 977 e o regime de bens dos sócios

Um detalhe que costuma passar despercebido no desenho de holdings entre marido e mulher: o artigo 977 do Código Civil faculta aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens nem no da separação obrigatória. É uma restrição objetiva, que se verifica na certidão de casamento antes de qualquer redação de contrato social. Como advogado de holding familiar em Bebedouro, é comum eu receber projetos prontos, trazidos por outro profissional ou baixados de modelo, que ignoram esse artigo e que não passariam no registro. Conferir o regime de bens é o primeiro item da checagem, e não um formalismo: ele define se a estrutura pretendida é sequer possível naquela composição de sócios.

Sinais de que a estrutura precisa de revisão, não de criação

  • Existe holding constituída, mas os imóveis nunca foram efetivamente integralizados e seguem em nome das pessoas físicas.
  • O contrato social é um modelo padrão, sem cláusula alguma sobre falecimento, saída ou apuração de haveres.
  • A sociedade não tem escrituração regular e as obrigações fiscais periódicas estão em atraso.
  • Contas pessoais e da empresa se misturam, o que é a definição legal de confusão patrimonial do artigo 50.
  • O endereço registrado não é mais o endereço real de funcionamento, cenário descrito na Súmula 435 do STJ.
  • Houve mudança relevante na família, como casamento, divórcio, nascimento ou falecimento, e o contrato nunca foi revisto.

Por que a doação das quotas é o passo que dá sentido à estrutura

Constituir a sociedade e integralizar os bens resolve a organização, mas não movimenta a sucessão: se todas as quotas continuarem com quem construiu o patrimônio, é a totalidade delas que será inventariada depois. O passo que efetivamente antecipa a sucessão é a doação das quotas aos herdeiros, normalmente com reserva de usufruto em favor de quem doa. Assim, a nua-propriedade das quotas passa aos filhos, e o usufruto, que compreende os frutos e utilidades do bem segundo o artigo 1.390 do Código Civil, permanece com quem doou. Na prática, quem doou continua recebendo os lucros e, se o contrato social assim previr, continua administrando. É um arranjo que muda a titularidade sem mudar quem vive daquele patrimônio.

As duas nulidades que o Código Civil impõe a qualquer doação

O artigo 548 do Código Civil declara nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou de renda suficiente para a subsistência do doador. O artigo 549 declara nula a doação na parte que exceder aquela de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento, o que remete diretamente à legítima dos artigos 1.845 e 1.846. Esses dois artigos são o limite externo de toda antecipação de herança: ninguém pode se despatrimonializar por inteiro, nem invadir a metade reservada aos herdeiros necessários em prejuízo de algum deles. Em desenho de holding, isso significa que a doação de quotas precisa ser calculada, e não estimada, com o valor do patrimônio e a quantidade de herdeiros necessários à vista.

Colação: o acerto que aparece depois, e como se evita a discussão

O artigo 544 do Código Civil dispõe que a doação de ascendentes a descendentes importa adiantamento do que lhes cabe por herança. O artigo 2.002 obriga os descendentes que concorrem à sucessão a conferir o valor das doações recebidas, para igualar as legítimas, sob pena de sonegação. O artigo 2.005 dispensa da colação as doações que o doador determinar que saiam da parte disponível, contanto que não a excedam, computado o valor ao tempo da doação, e o artigo 2.006 admite que essa dispensa seja outorgada em testamento ou no próprio título de liberalidade. A conclusão prática é simples: a dispensa de colação, quando é a intenção, precisa estar escrita no instrumento de doação. Silêncio no documento significa adiantamento de legítima, e o acerto será feito no inventário, anos depois, entre irmãos que talvez não se lembrem do combinado.

O que pode ser combinado no ato de doação das quotas

  • A reserva de usufruto vitalício em favor de quem doa, com ou sem reversão em favor do cônjuge sobrevivente.
  • A dispensa de colação, quando a intenção é que a doação saia da parte disponível, nos termos dos artigos 2.005 e 2.006.
  • A cláusula de inalienabilidade, que segundo o artigo 1.911 implica impenhorabilidade e incomunicabilidade das quotas doadas.
  • A cláusula de incomunicabilidade isolada, para que a quota não se comunique ao cônjuge do herdeiro conforme o regime de bens dele.
  • A cláusula de reversão, para o caso de o donatário falecer antes do doador.
  • As condições de administração enquanto durar o usufruto, que precisam conversar com o que o contrato social diz sobre poderes de gestão.

Como o usufruto se extingue, e por que isso importa no planejamento

O artigo 1.410 do Código Civil lista as causas de extinção do usufruto, com cancelamento do registro no cartório de registro de imóveis: renúncia ou morte do usufrutuário, termo de duração, extinção da pessoa jurídica em favor de quem foi constituído, cessação do motivo que o originou, destruição da coisa, entre outras. O artigo 1.393 acrescenta que o usufruto não se transfere por alienação, embora o seu exercício possa ser cedido. Para o planejamento, o efeito é o que interessa: extinto o usufruto pela morte de quem doou, a propriedade se consolida nas mãos de quem já era titular da nua-propriedade, sem que aquele bem precise passar pelo inventário. O que não desaparece é a tributação da transmissão, que segue a legislação estadual do ITCMD.

O que costuma dar errado quando a doação é feita sem plano

  • Doar sem calcular a legítima e descobrir depois que a doação excedeu a parte disponível, hipótese do artigo 549.
  • Doar sem dispensa de colação quando a intenção era beneficiar, e transformar o gesto em antecipação a ser conferida no inventário.
  • Doar a totalidade dos bens sem reserva de renda para a própria subsistência, caso de nulidade do artigo 548.
  • Esquecer a cláusula de incomunicabilidade e ver a quota doada entrar na partilha do divórcio do filho.
  • Registrar a doação sem registrar a reserva de usufruto, deixando o direito sem oponibilidade a terceiros.
  • Ignorar o ITCMD da doação e descobrir a obrigação tributária quando o cartório recusa o registro do ato.

O percurso institucional, na ordem em que ele acontece

Uma holding familiar não nasce em um ato só. Há a elaboração do contrato social, o registro do ato constitutivo no órgão de registro empresarial, a obtenção da inscrição fiscal, e depois a integralização dos bens no capital social, que é o momento em que os imóveis efetivamente saem do nome das pessoas físicas. Cada imóvel integralizado exige o ato próprio no cartório de registro de imóveis da circunscrição em que ele está, e não da cidade onde a sociedade tem sede. O artigo 108 do Código Civil, que exige escritura pública para os negócios que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis acima do valor legal, e a disciplina de registro da Lei 6.015/1973 são o que dá segurança ao passo final. A descrição aqui é do percurso em tese; o encaixe de cada etapa em um caso concreto se faz com os documentos à vista.

Por que a região multiplica as circunscrições envolvidas

Bebedouro está na região imediata de Barretos, dentro da região intermediária de Ribeirão Preto no recorte do IBGE, e é conhecida como capital da laranja. O cinturão citrícola em volta abrange Terra Roxa, Colina, Pitangueiras, Monte Azul Paulista, Severínia e Olímpia. Famílias daqui costumam ter um imóvel urbano na cidade-sede, uma ou mais áreas rurais em municípios vizinhos e, com frequência, participação em uma empresa ligada ao campo ou ao comércio local. Cada um desses bens está registrado em um cartório diferente e obedece a regras próprias. Uma holding constituída sobre esse tipo de acervo não é uma peça só: é um contrato social somado a tantos atos de registro quantas forem as matrículas envolvidas, com cronograma e custo próprios em cada uma.

Documentos que costumam ser pedidos no levantamento inicial

  • Matrículas atualizadas de todos os imóveis, urbanos e rurais, com as respectivas certidões de ônus.
  • Documento de identificação e certidão de estado civil de cada pessoa que será sócia, para conferir o regime de bens à luz do artigo 977.
  • Contrato social vigente e alterações, quando já existe empresa em funcionamento na família.
  • Comprovantes de aquisição dos bens e histórico de doações já feitas, com datas.
  • Certidões fiscais das pessoas físicas e das empresas envolvidas.
  • Documentação específica do imóvel rural, quando houver, incluindo a inscrição cadastral e a comprovação da situação junto aos órgãos competentes.

A estrutura do custo, explicada sem número

O custo de uma holding se divide em duas naturezas, e confundi-las é a origem da maior parte das frustrações. Há o custo de constituição, que reúne a elaboração dos atos societários, o registro empresarial, as escrituras e os registros de cada imóvel integralizado e a tributação incidente sobre a integralização. E há o custo de manutenção, que é recorrente e existe todo mês independentemente de a sociedade movimentar algo: contabilidade e obrigações fiscais periódicas. O Provimento 205/2021 da OAB veda ao advogado divulgar valores de honorários, e por isso nenhuma tabela aparece aqui. O que aparece é a estrutura, para que a pergunta sobre se compensa possa ser respondida com a conta certa: patrimônio pequeno e concentrado num único bem raramente absorve custo recorrente, e nesse caso a doação com reserva de usufruto ou o testamento tendem a resolver melhor.

Quem atende, onde e com que trajetória

O atendimento acontece em duas unidades, sempre com hora marcada, de segunda a sexta, das 9h às 18h: em Bebedouro, na Rua Ascânio de Carvalho, 503, na Vila Paula, e em Viradouro, na Rua Gabriel Custódio, 531, no Centro. Para quem está fora da região, o atendimento é feito online do começo ao fim. Quem conduz é advogado inscrito na OAB/SP sob o nº 132.518, atuando desde 1994, com trajetória em advocacia privada, gestão pública e assessoria jurídica de municípios, e pós-graduando em Planejamento Patrimonial e Sucessório. A comarca de Bebedouro tem três varas, juizado especial e centro de conciliação; a de Viradouro tem vara única. Essa informação é de contexto: estruturação de holding é trabalho consultivo, e o processo judicial só entra em cena quando algo não foi resolvido antes.

O acompanhamento depois que a sociedade existe

  • Conferir se todos os bens previstos foram efetivamente integralizados e registrados, e não apenas listados no contrato.
  • Verificar se a doação de quotas aos herdeiros, quando faz parte do plano, foi formalizada com as cláusulas combinadas.
  • Manter escrituração e obrigações fiscais em dia, porque irregularidade cadastral é o cenário descrito na Súmula 435 do STJ.
  • Manter o endereço de funcionamento igual ao endereço registrado, pelo mesmo motivo.
  • Revisar o contrato social quando a composição familiar mudar, por casamento, divórcio, nascimento ou falecimento.
  • Reavaliar a estrutura quando o patrimônio mudar de tamanho ou de natureza, como na venda de uma área ou na entrada em um novo negócio.

Vamos ver se a holding familiar resolve o seu caso

Me conte a situação da sua família e do seu patrimônio pelo WhatsApp. Eu explico o que a holding faz, o que ela não faz e quais são os outros caminhos, antes de qualquer decisão. Atendimento presencial em Bebedouro e Viradouro e online para todo o Brasil.

Geraldo Veroneze | Advogado

Advogado inscrito na OAB/SP sob o nº 132.518, com atuação desde 1994 em planejamento patrimonial e sucessório, holding familiar e rural, inventário e partilha e Direito de Família. Unidades em Bebedouro e Viradouro, São Paulo. Atendimento online para todo o Brasil.

© 2026 Geraldo Veroneze | Advogado. OAB/SP 132.518. Conteúdo de caráter meramente informativo, em conformidade com o Provimento 205/2021 da OAB.

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